As três ordens arquitectónicas gregas

AS TRÊS ORDENS ARQUITECTÓNICAS GREGAS Cultura de Algibeira

Não temos ideia de alguma vez ter falado em arquitectura aqui no Cultura de Algibeira, mas há uma primeira vez para tudo. Hoje vamos então falar sobre ordens arquitectónicas, isto é, sobre as características que afectam a construção de um elemento, seguindo um determinado estilo com elementos previamente definidos e padronizados. Para este artigo em específico vamos então falar das três ordens gregas.

1 – Ordem Dórica

Vamos então começar por falar da Ordem Dórica, uma ordem que atingiu o seu pico de popularidade no século V a.C.. Com origem no Peloponeso, no sul da Grécia, esta ordem é considerada a mais simples das ordens gregas, já que as colunas deste estilo não têm base e os seus fustes possuem vinte caneluras. Já no seu capitel, o équino das colunas assemelha-se a uma almofada que segura o ábaco da coluna, um simples elemento quadrangular. Já o friso destas obras é intercalado entre triglifos e métopas, sendo que esta ordem arquitectónica foi sobretudo usada no exterior de templos dedicados a divindades masculinas.

2 – Ordem Jónica

Seguimos agora para a Ordem Jónica, uma ordem arquitectónica que surgiu no lado oriental da Grécia e que viria a ser adoptada por Atenas por volta de 450 a.C.. Tendo sido desenvolvida em paralelo à Ordem Dórica, esta ordem apresenta formas mais fluidas, estando associada a templos dedicados a divindades femininas. As colunas deste estilo possuem uma base larga e nove módulos de altura, uma diferença face aos quatro a oito módulos de altura da Ordem Dórica. O fuste destas colunas apresenta também um número superior de caneluras, vinte e quatro, enquanto que no seu capitel foi adicionado um novo elemento entre o coxim e o ábaco, sendo esse novo elemento as volutas, dois rolos projectados para o lado nas colunas. Já friso da Ordem Jónica é um elemento único, decorado em continuidade.

3 – Ordem Coríntia

Por fim, resta-nos falar sobre a Ordem Coríntia, uma ordem que é característica do final do século V a.C., utilizada sobretudo no interior dos edifícios. Sendo um estilo mais decorativo e trabalhado que os modelos das duas ordens anteriores, as colunas coríntias apresentam dez módulos de altura, mantendo no entanto as vinte e quatro caneluras da Ordem Jónica. Já o capitel desta colunas era adornado com recriações de rebentos e folhas de acanto, um estilo que viria a ser também utilizado pelas ordens romanas.

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